quarta-feira, outubro 17, 2007

A pobreza no "país de Sócrates" ......

Hoje comemora-se o dia mundial da pobreza.
Há que erradicar da sociedade o estigma da pobreza, mas como? se o número de pobres aumenta de dia para dia.
Só em Portugal estima-se a existência de que existem 2 milhões de pobres e uma nova realidade. Os "novos pobres" têm emprego, mas o salário auferido não chega para as necessidades do dia a dia. Os subsídios do Estado minimizam a situação, se não existissem haveria 4 milhões de pessoas que poderiam estar na pobreza.
Infelizmente todos conhecemos algumas pessoas nesta situação.
Segundo os dados do ICN, em 2004, a percentagem de pobres era de 38%. Em 2005, ascendeu a 42%. Tratam-se de pessoas que sobrevivem com uma média de 320 € por mês ou pouco mais de 4300 € por ano.

"Norte é a região mais penalizada. O mesmo estudo, concluído em Março deste ano, revela, ainda, que o Norte é a região do país onde vive um maior número de pobres em termos absolutos, com quase 34% da sua totalidade. Seguem-se as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, ambas com mais de 20%. Todavia, em termos relativos, isto é, quando comparado o número de pobres com a população total, verifica-se que as regiões mais pobres do país são o Alentejo, o Algarve e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. A investigadora Catarina Silva considera que "Portugal continua a ter uma distribuição de rendimentos muito pouco igualitária", mantendo ainda dos maiores níveis de desigualdade social da União Europeia."
JN

"A População Residente em situação de risco de pobreza era de 19% em 2005
15 de Outubro de 2007

Resumo: O Instituto Nacional de Estatística associa-se à celebração do Dia Internacional de Erradicação da Pobreza, divulgando alguns indicadores sobre esta realidade sócio-económica a partir dos resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) 2005. De acordo com este inquérito, a população residente em situação de risco de pobreza era de 19% em 2005 (20% em 2004); a taxa de risco de pobreza mais elevada era de 42%, registando-se nos grupos compostos por idosos vivendo sós e em famílias com dois adultos e três ou mais crianças dependentes; estes grupos, no seu conjunto, representavam 8% da população em risco de pobreza; a distribuição dos rendimentos caracterizava-se por uma acentuada desigualdade: o rendimento dos 20% da população com maior rendimento era 6,9 vezes o rendimento dos 20% da população com menor rendimento; o impacto das transferências sociais na redução da taxa de risco de pobreza foi de 7 pontos percentuais. "
INE - Instituto Nacional de Estatísticas

Ás ONG, nomeadamente ao Banco Alimentar, etc, chegam cada vez mais pessoas a pedir apoio alimentar. Em 2006, foram fornecidos alimentos a 216 mil pessoas.
"Isabel Jonet diz não ter dúvidas: "Tenho a certeza que há mais pobres a pedir ajuda". Esse número, com base na realidade que vai constatando, tem sido engrossado por aqueles a quem chama "novos pobres", pessoas que têm emprego e recebem salário, mas cujo rendimento não dá para satisfazer as necessidades da família. "
Jornal Público

A diferença de rendimentos entre ricos e pobres em Portugal é o maior entre os países da União Europeia.
"“A situação é alarmante”, garante Fernando Nobre, presidente da AMI (Assistência Médica Internacional). “No último ano, os cem portugueses mais ricos viram a sua fortuna aumentar cerca de um terço [33%], quando a média da população portuguesa só conseguiu aumentar o seu rendimento em cerca de 2% ou 2,5%”, conta o médico fundador da associação."



E não é, nem será, com as políticas seguidas de combate ao défice como o praticado em Portugal pelos últimos governos, onde o do "nosso Primeiro" prima por levar á pobreza cada vez mais portugueses.

Que como não recebem não gastam, e cada vez vão tendo menos dinheiro para gastar, mesmo que os 2.1% de aumento o viessem a permitir, o contra-aumento da electricidade em 2,9% vêm deitar por terra as possibilidades de os portugueses virem a não perder poder de compra.

E por arrasto virá o aumento dos outros artigos que constituem o grosso dos gastos das famílias, alimentação, gás, transportes, etc, e lá se vão os 2,1% que segundo o "nosso Primeiro", José Sócrates, viriam permitir que o poder de compra dos portugueses não baixasse mais.

É assim a vida no "país de Sócrates", triste e difícil.

Fique bem

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