domingo, janeiro 05, 2014

"As conversas em família" de ..... Cavaco Silva

Boas!

No dia de Natal quando me instalo na poltrona previamente colocada á frente do televisor para "obedientemente" ouvir o Presidente da Republica na habitual sua Mensagem de Natal, tenho um baque de nostalgia, afinal não estava em 2014, mas sim no inicio dos anos 70,  e não era Cavaco Silva que estava na minha frente, mas sim Marcelo Caetano nas suas habituais "conversas em família" para anunciar mais medidas que empobreciam ainda mais um povo que vivia na ignorância do analfabetismo  e no provincianismo implementado pelo Estado Novo herdado do Salazarismo, onde, quando Marcelo chega ao poder se espera uma abertura á democracia, naquele tempo quando Marcelo falava lá vinha um aumentos do custo de vida, quer pelo aumento do bacalhau e do azeite alimento de grande importância para a população da época.

Mas, voltemos á figura um pouco bizarra de Cavaco Silva a ler, de forma desajeitada o ponto, ou por falta de vista ou por falta de jeito, e lá me assaltava de novo o fantasma das "conversas em família" de Marcelo Caetano, mas não era mesmo o Sr. Silva o tal algarvio de Boliqueime que habita agora no Palácio de Belém.

Só que o "senhor de Boliqueime" como fez a gravação na véspera não conseguiu que a comunicação social  fizesse reserva de informação e não anunciasse os aumentos que deveriam ser anunciados nesta "conversa em família", pois, acontece quando há muitos aumentos ao mesmo tempo e á pressa.

Ora no inicio de 2014 vem ai um "mega" aumento do custo de vida, começa pelas taxas da saúde, a electricidade, os transportes, o álcool e o tabaco, as telecomunicações (quem não recebeu já um msn a informar), a taxa dos carros a gasóleo, as rendas das habitações, e muito mais que ele nem sabe para poder anunciar.

Mas deixemos o fantasma do presidente do concelho de ministros, Marcelo Caetano, do Estado Novo para nos debruçarmos no "senhor de Boliqueime" e vamos falar da sua mensagem de Natal lida em teleponto, ora o homem está perfeitamente sincronizado com o governo de Passos Coelho, e não era para estar?, perguntam muitos de vós, claro que era ele sempre desejou um governo e um presidente do PSD, nunca esperou levar com a fava do Passos Coelho.

Fala em ponderação e bom senso quando o não teve a quando da nossa entrada para a UE onde com os fundos que vieram da Europa para nos modernizaram e o que fez o governo de Cavaco Silva na época, pagou para destruir a frota pesqueira em favor das frotas espanholas, destruiu-se a pouca agricultura existente, arrancaram-se vinhas, olivais e que sei eu mais, fecharam-se as muitas industrias, pois, com a abertura das fronteiras os industriais abalaram todos para os seus países de origem, porque era mais barato a distribuição a partir de lá. A industria naval foi ao fundo, e continua a afundar-se, vejam os estaleiros de Viana.

Quer compromissos com quem está a destruir o pouco tecido económico existente e a aumentar o desemprego, fala em que o desemprego diminuiu mas esquece-se dos 5% de desempregados jovens na sua maioria, e altamente formados, que fizeram as malas e abalaram para a imigração. A taxa de desemprego encontra-se nos 15,6%, mas se lhe juntarmos os tais 5% de jovens que emigraram, temos que teríamos nesta altura 20% de desempregados.

Mas, para o "senhor de Boliqueime" o país vai bem, mas vai bem mal "meu senhor", e só não vê quem como este senhor anda trancado no Palácio de Belém, donde fala através do facebook, e não sai de lá por medo de ser vaiado pela população empobrecida pelas politicas neoliberais da fava que lhe saiu, e ao Povo português, o neoliberal Passos Coelho, quem não anda pelas ruas não vê as filas para as "sopas dos pobres" fornecidas pelas IPSS, ou as filas ás mesmas para as famílias empobrecidas a um estado miserável irem buscar grande parte da alimentação e com que se vestir, só quem não anda nas ruas não sabe que as cantinas das escolas estão abertas para dar alimentos a quem nos dias de escola tem a única refeição do dia á hora do almoço, são estes os deserdados da fortuna e da dignidade que estes neoliberais protegidos pelo "senhor de Boliqueime" lhes tiraram.

Fiquem bem e bom ano.

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