sábado, junho 30, 2007

Ainda o caso ex-directora do SAP de Vieira do Minho

Ao que parece voltamos mesmo ao tempo em que os "fufos" escutavam as conversas na mesa do lado, delatavam as amizades dos vizinhos, amigos ou familiares, para em proveito próprio realizarem a chamada caça ás bruxas.
É o que se tem passado durante o "império" do "Eng." José Sócrates, tal como noutros casos anteriores também o caso da ex-directora do SAP de Vieira do Minho foi penalizada por tal género de personagens, de um cinzentismo atrós, deste "império socrático", e nao é o cidadão comum que o diz, são os históricos do PS que vêm a público afirmar que isto não se faz.
Até o Dr. Mário Soares afirma hoje no Jornal Público que tal atitude não se deveria ter tomado.
"Mário Soares diz que Governo devia ter evitado a polémica no caso de Vieira do Minho "
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1298128&idCanal=21
Segundo Mário Soares este acto foi mais uma das faltas de lucidez deste governo que pretende governar contra tudo e todos, colocando no postos chave personagens fieis e que jamais contestarão qualquer coisa.
"Soares acha que a exoneração da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho foi inútil e apenas veio fazer mossa ao próprio governo: "São coisas desagradáveis porque fazem mossa no Governo e são fáceis de contestar. E acho que devia ter sido evitado, porque há certas coisas que não se devem fazer e em vez de disciplinar, indisciplinam", defendeu o ex-presidente da República"
Também Manuel Alegre já se havia insurgido com tal medida do Ministro.
"Soares é a segunda figura de destaque no PS a manifestar-se contra a decisão de Correia de Campos, após Manuel Alegre ter dito na quinta-feira que achava a decisão do ministro pouco própria de um partido com um historial de tolerância e liberdade de expressão, crítica que não foi bem acolhida no partido."
E que cartaz polémico é este que fala tão mal do Sr. Ministro da Saúde que o leva a dizer que a ex-directora do SAP não teve para com ele "deslealdade e incapacidade para o cargo", que quererá o Sr. Ministro dizer com isto? será que quereria que a ex-directora fizesse de delator e assim expurgasse da administração pública todos os que estão contra as atitudes deste governo?
Sr. Ministro não acha que é pedir demais?
Bem o cartaz segundo os jornais não passava de uma fotocópia ampliada, qual cartaz de festas e romarias, uma fotocópia Sr. Ministro, uma fotocópia, senão veja o que dizem os jornais.
Jornal Público
"O cartaz em causa, uma cópia de um artigo que citava declarações de Correia de Campos onde este dizia que se tivesse a sua vida em risco não procurava um centro de saúde, foi colocado por um médico do próprio centro, que já assumiu a autoria do acto, e que acrescentou uma frase aconselhando os utentes a irem à urgência de Braga, como faria o próprio ministro."

O mesmo no Correio da Manhã
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=248427&idselect=9&idCanal=9&p=200
"O cartaz da polémica – uma fotocópia ampliada de uma entrevista em que Correia de Campos dizia que nunca foi nem nunca irá aos Serviços de Atendimento Permanente, o que levou Salgado a ‘aconselhar’ os utentes a “fazer como o ministro e ir às Urgências de Braga” – foi colocado em horário nocturno, na véspera de fim-de-semana, há cerca de um ano."
Depois de lermos estes artigos pergunta-se se isto não é perseguição política aos opositores deste governo, porque razão foi indigitado para director um vereador eleito pelo PS na Câmara Municipal de Ponte da Barca, isto é ou não clientelismo político?
Vejamos o que o Correio da Manhã diz sobre isto
"VAI ASSUMIR VALE DO CÁVADO
O actual director do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Ricardo Armada, que foi eleito vereador (independente) nas listas do PS para a Câmara Municipal de Ponte da Barca, vai assumir a direcção da futura Unidade de Gestão de Saúde do Cávado, que integrará os concelhos de Vieira do Minho, Vila Verde, Amares e Terras de Bouro. O médico recusa qualquer envolvimento na polémica que levou ao afastamento de Celeste Cardoso, sublinhando que mantém “uma boa relação profissional” com a ex-directora, que regressou ao lugar de administrativa principal do centro de saúde. Ricardo Armada mostrou-se, entretanto, indignado com “alguns comentários menos elogiosos” de pessoas que nem sequer o conhecem."
E assim vai o "País de Sócrates"com o mais negro dos governos que por Portugal passou desde o 25 de Abril de 1974, quando irá acabar este pesadelo.
Fiquem bem

4 Comments:

At 10:19 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Mas creia caro José: As Odetes Pintos e os JC's andam aí na sua vil actividade, vulgarmente conhecida como bufaria.

Para sua satisfação, com a devida vénia, aqui lhe deixo a opinião de Baptista Bastos, sobre esta escumalha que desgoverna:

- "O que resta do Estado Social está a ser rudemente aniquilado pelo Executivo Sócrates. Tudo o que de melhor possuía a sociedade portuguesa, em atenção e apoio aos mais desfavorecidos, é todos os dias ameaçado ou implacavelmente destruído. Este extraordinário agrupamento de predadores reclama-se de "Esquerda moderna" e de "socialismo actualizado", ...
Este extraordinário agrupamento de predadores reclama-se de "Esquerda moderna" e de "socialismo actualizado", expressões muito aplaudidas pela Direita mais troglodita. Até Marques Mendes, espavorido com a ofensiva, proclamou que o "PS está à direita do PSD". Nunca é de mais repetir que esta gente só nos quer mal, e cuja prática desmorona, por completo, a própria ideia de socialismo.

É longa a lista (e, ao que tudo indica, ainda não está exausta) de malfeitorias cometidas pelo Governo. No sector da Saúde, então, o sinistro Correia de Campos leva a palma. Porém, a responsabilidade não é individual. Como não consta que, nas reuniões ministeriais, haja o mais ténue protesto, a mais ligeira reticência, o mais breve sinal de desacordo – todos eles são culpados. Pergunto-me: que anda ali a fazer um homem como Mariano Gago, cujo capital de respeitabilidade está seriamente comprometido?

Quando os portugueses abrem os jornais da manhã fazem-no sempre em sobressalto. Todos os dias são dias de más notícias. Todos os dias desesperam com avançadas letais contra o que devia ser a normalidade do viver. É o desemprego, é a nova e avassaladora onda de emigrantes, é a perplexidade sem solução de milhares e milhares de licenciados perante um mercado de trabalho inexistente. Inclementes, os "socialistas" prosseguem na rota devastadora. Os despedimentos vão ser facilitados, as férias encurtadas, os subsídios reduzidos. O Correia estuda, afanosamente, o fim dos benefícios fiscais de saúde. Quer isto dizer: quem sofrer de doenças crónicas, que impõem, permanentemente, o uso de fármacos, fraldas, pensos, pomadas, já sabe – o Estado nada tem a ver com isso e o Fisco ainda menos. Entretanto, a carga fiscal sobre as famílias portuguesas atingiu os 42 por cento.

Estes "socialistas" levam-nos até ao desgosto de viver em Portugal. Conseguem acabar com esquemas de saúde de há quase cinquenta anos, sob a falaciosa alegação de que são acções destinadas à "sustentabilidade do sistema nacional de saúde". Que sistema?, que saúde? O Governo, que nos desrespeita e nos desconsidera, não merece nenhum respeito nem o mínimo resquício de consideração.

Insisto neste tema porque outro não há que corresponda às urgências e às necessidades actuais. Eles encerram escolas, hospitais, maternidades, serviços intermédios de assistência; acabam com consulados, manifestando o mais solene dos desprezos pelos nossos emigrantes; cercam a Imprensa, perseguem quem os contradiz (sei muito bem do que falo, Dilectos); não explicam, não esclarecem, nada dizem, fazem o que lhes dá na veneta, respaldados na maioria absoluta e num grupo de deputados "sim, senhores ministros", cujo servilismo atinge as fronteiras da bajulação.

Na última segunda-feira, na SIC-Notícias, Luís Filipe Meneses criticou a loucura falsamente reformista do Governo. Dir-se-á: mas ele é do PSD! Direi: cumpre o seu papel de opositor, não se limita a ser incómodo para Marques Mendes, cuja inexistência se torna cada vez mais notória, e assume-se como o veemente comentador dos despautérios governamentais. Esta posição de Meneses traz consequências. E agita as águas palustres da sociedade portuguesa, que mais parece disposta a desertar dos seus deveres morais e cívicos do que a lutar pelos direitos que lhe pertencem e estão a ser-lhe roubados.

No que diz respeito à defesa do subsistema de saúde dos jornalistas, conquistado desde 1947, e pulverizado pelo Executivo Sócrates, Luís Filipe Meneses foi, até agora, o único político que se colocou, claramente, ao lado dos delapidados. E esclareceu, com minúcia, a verdade dos factos: os escassos vencimentos dos profissionais de Imprensa; as doenças raras que os atingem; a angústia dos reformados com pensões ultrajantes; o desespero das viúvas.

O autarca de Gaia tem consciência da sua qualidade e da falta de qualidade de Marques Mendes. A ausência de uma construção teórica, antagonista da prática governamental, deixa de fora qualquer hipótese de alternativa credível. Meneses tem demonstrado os limites dramáticos da oposição ao Governo, sem deixar de aludir que a exclusividade do mercado reduz a influência que a política deve ter na vida dos cidadãos. Ele tem a noção das dificuldades do itinerário, mas não deixa de raciocinar no quadro social que se lhe depara. O discurso utilizado, nas intervenções televisivas, sobretudo na SIC-Notícias, incide, amiúde, em questões de natureza social, contra a ofensiva densa e excessiva que se tornou característica do PS e assunto de esquecimento deliberado do PSD.

Não há dúvida de que, politicamente, Luís Filipe Meneses evoluiu, e conseguiu afastar-se do léxico conhecido do PSD. Também removeu, com o cuidado imposto pela amizade, a futilidade folclórica tornada marca d’água do consulado de Santana Lopes, uma atmosfera azul que inebriou tolos audazes e ignorantes persistentes. Estou em crer que serão bem vivos os próximos tempos, após a "silly season".

APOSTILA – Parece haver um zelo persecutório que está a generalizar-se. Não é de estranhar. Este Governo desenvolveu um dispositivo de medo que ameaça tornar Portugal num território de espanto. Mais um caso: Luísa Moniz é professora, coordenadora da Escola EB 1 - N.º117, Lisboa. Sobreviveu a duas doenças terríveis, pelo que resolveu regressar às suas tarefas habituais. Porém, foi impedida. Segundo um ofício que lhe endereçou a presidente do Conselho Executivo, retomaria as funções após ser submetida a avaliação psiquiátrica, por uma junta médica. Luísa Moniz não sofre de nenhuma perturbação mental. Curou-se das doenças. Está perfeitamente preparada. É considerada muito competente, abnegada e assídua. Desejava assim continuar. Não pode. Está em casa há oito meses, recebe o vencimento, espera. Espera, quê? Regressar à escola. Impossibilitam-na."

 
At 1:35 da tarde, Blogger pedro macieira said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At 1:42 da tarde, Blogger pedro macieira said...

Só não assino por baixo todo o texto, porque relativamente a Luis Felipe Meneses , o homem que era contra os "sulistas", quando o PSD estava no poder, está neste momento a fazer o seu papel, de oposição ao próprio Marques Mendes, porque quando no poder este homem transforma-se...
Quanto ao restante texto plenamente de acordo e até sugeria um congresso extraordinário, do partido no poder, para mudança do nome pois denominar-se Socialista, é uma ofensa á história...

Um abraço

 
At 2:28 da tarde, Blogger José Cavalheiro said...

Prontonto não batam mais no seguinho!
Estava a pensar na D. Odete (do PC) e no "JC" (Jesus Cristo), de resto concordo convosco, nem O PS é socialista nem o PSD serve para resolver o estado de miséria a que chegamos.
Quanto aos "bufos" é preciso ter cuidado"em cada esquina pode estar um" ..... deve estar a chegar a "PIDE" ..... e os "gorilas" ... e muito mais gente.
Olha vamos "cantando e rindo" ....
Fiquem bem

 

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