quinta-feira, outubro 23, 2008

Portugal e o amigo americano nas desigualdades entre ricos e pobres ....

Os políticos portugueses da maioria, PS e PSD/CDS, sempre gostaram de estar em comunhão de bens com o "amigo Americano", é com alguma tristeza que vemos este conluio até na referencia que lhe faz o "relatório do crescimento e das desigualdades" apresentado em Paris no dia 21 de Outubro de 2008, pela OCDE.

Podemos ver, ao ler os jornais, que Portugal está entre os países da OCDE em que a diferenciação entre uma minoria de pessoas muito ricas contrasta com uma maioria cada vez mais crescente de pobres.
"Lisboa, 21 Out (Lusa) - Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos, ao lado dos Estados Unidos e apenas atrás da Turquia e México."
Para quê aumentar os anos de espera para a reforma se depois não conseguimos criar emprego para os mais jovens que saídos para o mercado de trabalho não encontram lugares estáveis que propiciem um crescimento dos rendimentos que levem ao crescimento da economia, levando sim a um empobrecimento cada vez maior.
O relatório realça o aparecimento de um núcleo da população em crescente de pobreza localizado nas crianças e jovens adultos.

"As famílias ricas melhoraram muito a situação" em relação às mais pobres e, por outro lado, "o risco de pobreza deslocou-se das pessoas idosas para as crianças e os jovens adultos".
A OCDE define como situação de pobreza quando os rendimentos são inferiores a 50 por cento da média de cada país.
A pobreza das crianças, que aumentou nos últimos 20 anos, "situa-se hoje acima da média geral" e "deveria chamar a atenção dos poderes públicos", sublinha a OCDE.

Não é compreensível que na era moderna os políticos tenham deixado que o neoliberalismo nos tenha encaminhado para estas diferenças tão acentuadas entre os muito ricos e o crescente número dos muito pobres.

Estamos a ver desaparecer a classe média que se encaminha a passos largos para a pobreza engrossado o contingente dos que já hoje solicitam ajuda humanitária, há muito as organizações humanitárias chamam a atenção dos poderes políticos para o crescente contingente de elementos da classe média que escondem a sua pobreza.

Mas que temos visto fazer os governos, desde os presididos por Mário Soares até ao agora presidido pelo "nosso Primeiro", José Sócrates, passando pelos de Cavaco Silva, Guterres, Barroso, Santa Lopes, nada que equilibarsse a balança entre ricos e pobres, desde os tempos de Mário Soares que as campanhas para retirar aos mais desfavorecidos direitos de poderem viver com mais dignidade, desde tornar as leis do trabalho mais próximas dos interesses dos patrões, diminuir os serviços da saúde, etc., até que o neoliberalismo de Barroso e Santana Lopes, ao mesmo tempo que nos países ocidentais se passava o mesmo, levaram o Portugal e o mundo ao descalabro da proximidade de uma recessão que não se via desde o fim da 2ª Guerra Mundial, e o governo de José Sócrates com as suas políticas do défice só agravou a situação.

A machada final deu-se com as políticas neoliberais que assolaram o s países ricos, na América do norte e Europa, onde as falências de grandes instituições bancarias levaram a um inverter das posições político/económicas que não irão evitar mais pobreza e dificuldades para as populações mais desfavorecidas.

Assim vai o mundo e Portugal não foge á regra.

Fiquem bem.

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