quarta-feira, março 12, 2014

Os 101 Dálmatas e o filósofo

Boa noite

O que têm a ver os 101 Dálmatas e o filósofo, pensam os meus leitores destas palavras, pois! Tem tudo a ver.

Ora vejamos, temos como “cabeças de série” para as eleições europeias alguém que é fã dos 101 Dálmatas, Paulo Rangel, correndo pelo PSD/CDS, que idealizou um Manifesto com 101 tweets de malandragens a praticar nos Funcionários Públicos e nos pensionistas e reformados,  e pelo PS um filósofo, Francisco Assis, que desde 2010 preconiza um Governo de Bloco Central para termos mais do mesmo, continuidade ás 101 malandragens do Rangel.

No entanto o problema destes dois “cromos” concorrerem ás europeias como “cabeças de série” não reside nos seus gostos fílmicos ou filosófica, mas sim naquilo que pensam que deve ser a forma de continuarmos a ser sacrificados em prol de politicas neoliberais que desde ao anos 90 vêm sendo preparadas.

No período da governação de Sócrates tivemos uma aceleração na preparação para o neoliberalismo com as politicas blairistas da 3ª Via, levadas a cabo pelo governo de José Sócrates, e que levaram ao poder os neoliberais do PSD/CDS, com o governo de Passos Coelho e Paulo Portas, e á 3ª intervenção do Fundo Monetário Internacional, desta vez com a companhia elementos do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, vulgarmente conhecidos pela Troika, que nos têm arrastado para a miséria, originando um recuo geracional a níveis de 1974, na saúde, no ensino, e provocando um fluxo emigratório só visto nos anos 60.


Sabemos que Francisco Assis é um acérrimo defensor do Bloco Central, PSD/CDS/PS, desde 2010, e que recentemente voltou a focar a mesma ideia na sua apresentação quando da sua apresentação como candidato, se assim for no futuro vamos ter mais do mesmo, ou seja, as politicas neoliberais de Passos Coelho serão continuadas por Seguro.  

E como podemos ver pelas noticias vindas a público continua a ter como objectivo o mesmo do mesmo que tinha em 2010.


A verdade é que se não mudarmos de paradigma iremos sempre em queda vertiginosa para tempos que já á muito estavam esquecidos, e com este Partido Socialista pouco ou nada vai mudar.

Mas novo Manifesto veio a público nestes dias de pré-pós-Troika, o Manifesto das 70 personalidades que de uma forma lúcida vêm por no papel o que outros ao longo destas anos de arduo sacrificio têm vindo a realçar.

E que pensam estas 70 personalidades que vão desde a direita á esquerda, com um pequeno interregno nas personalidades de esquerda, que uma reestruturação que ponha Portugal no caminho da prosperidade e não no da pobreza.

No dito Manifesto pela Reestruturação da Dívida, ficamos desde logo a saber que a nossa dívida aumentou, em lugar de diminuir, mas isso não é nenhuma novidade ....

"No final de 2013 a dívida pública líquida era de cerca de 120% do PIB O endividamento externo público e privado ascendeu a 225% do PIB e o endividamento consolidado do sector empresarial a mais de 155% do PIB."

Que a Alemanha nos pós 1ª e 2ª Guerras Mundiais teve a benesse de poder pagar as suas dívidas de guerra em 50 anos, nós só pedimos 40 anos ....

"Pelo Acordo de Londres sobre a Dívida Externa Alemã, de 27 de Fevereiro de 1953, a dívida externa alemã anterior à II Guerra Mundial foi perdoada em 46% e a posterior à II Guerra em 51,2%. Do remanescente, 17% ficaram a juro zero e 38% a juro de 2.5% Os juros devidos desde 1934 foram igualmente perdoados. Foi também acordado um período de carência de 5 anos e limitadas as responsabilidades anuais futuras ao máximo de 5% das exportações no mesmo ano. O último pagamento só foi feito depois da reunificação alemã, cerca de 5 décadas depois do Acordo."

Como podemos ver o país que levou a Europa para duas guerras fratricidas quer hoje levar a mesma Europa para um empobrecimento que constitui um retrocesso civilizacional para primórdios da primeira metade do século XX.

E como combater esta ditadura neoliberal que a Alemanha e os seus seguidores, como Passos Coelho, estão a tentar impor aos países mais desfavorecidos economicamente, voltamos ao tal paradigma de que os portugueses nomeadamente têm de votar á esquerda mas a esquerda não é só o Partido Socialista ....

Fiquem bem

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