sábado, novembro 17, 2012

Greve Geral e manifestação de 14 de Novembro

Muito se tem falado dos confrontos entre manifestantes que estão mais vinculados aos movimentos cívicos do que aos movimentos de trabalhadores normalmente enquadrados nas organizações sindicais, quer estes sejam sindicalizados quer não, e mais uma vez estes confrontos ofuscaram um dia que foi de grande luta de todas as classes trabalhadoras, sendo transversais ás classes sociais que compõem a população portuguesa.
Pelo caminho vamos vendo no que dá a politica deste governo neoliberal onde as teorias de Milton Friedman e de toda a escolástica econômica de Chicago o nosso Ministro das Finanças aplica edeologicamente.
Neste caso e fazendo fê na data que encima o nome da loja, existe desde 1748 ...
Mas existia desde o inicio um cheirinho no ar a qualquer coisa que não estava a condizer com manifestações anteriores onde participei.
Lá fomos calçada a cima até ao Chiado, com passagem pelo Camões, e ai estranhei que o transito não estivesse fechado como de outras vezes, policia a acompanhar também era pouca ou nenhuma, e de vez em quando lá ia um petardo lançado pelos estivadores que não têm conotação nenhuma com as duas centrais sindicais.
Chegados á calçada do Combro e quando começamos a descer temos lá ao fundo, sensivelmente a meio o comando distrital da GNR, e não é que no cimo do edifício estão guardas de atalaia.
Lá está a rapaziada.
Sempre a descer e sempre em festa pois que protestar pode e deve ser com alegria ..., embora hora seja de amargura ...
E eis que chegados estes trabalhadores, eles e elas, enchem o largo fronteiriço e as suas laterais, em dia de greve geral, onde não só perderam um dia de salário como também se tiveram de fazer á estrada nos seus carros.
 Ao centro ouvindo o Secretário Geral da CGTP, Armênio Carlos ..., tendo como pano de fundo o edifício da Assembleia da Republica.

Á direita .... .
 Á esquerda ...

Mas o que levou uma pequena multidão de jovens e menos jovens a ficarem a provocar, ou a assistir a essa provocação por parte de elementos de identidade duvidosa, já tinha acontecido de outras vezes por lá ficarem, e nada do que veio a acontecer se tinha então passado, talvez das outras vezes não fosse tão preponderante a existência de agentes provocadores da sociedade civil.
Mas se lermos os artigos da comunicação social que têm vindo a ser lançados nos jornais, percebemos o porquê de eu lá atrás ter dito que ambiente que rodeava a manifestação estava a ficar inrrespiravel, e ficou, com a carga policial e depois de ouvirmos e lermos o que Miguel Macedo disse, e como protegeu a CGTP, á imagem de Melo Antunes, quando no 25 de Novembro disse que democracia sem o PCP não existia, Macedo fez o mesmo desta vez.
Talvez estivessem demasiado exaltados para pensar nisso, mas os poucos manifestantes que permaneciam, ora de cócoras, ora de joelhos, a arrancar pedras da calçada em frente à Assembleia da República faziam-no com a ambição de um operário que gosta do seu trabalho.
E decidiu atacar os integrantes dos movimentos cívicos uma a duas horas depois de nós desmobilizarmos.
Hoje ficamos a saber, o que já sabias ou imaginávamos, que existem manifestantes que se dedicam por diversas razões a incendiarem os ânimos dos outros, que por uma ou outra razão não conseguem perceber que algum dia o verniz estala, existe um velho ditado que diz que " tanto esticamos a corda que um dia ela parte" ...
Foi o que aconteceu ao fim do dia de 14 de Novembro.
E temos de entender que os policias estão ali como profissionais, e não para pactuarem com violência gratuita.
A Investigação Criminal da PSP está a apertar a vigilância aos grupos de radicais que têm vindo a aumentar a sua presença em manifestações de rua e que, de acordo com a polícia, terão provocado a violência registada no protesto de quarta-feira em frente à Assembleia da República (AR).
Fiquem bem 

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