quinta-feira, julho 11, 2013

A Democracia foi suspensa em Portugal por Cavaco Silva?

No discurso de Cavaco Silva do dia 10 de Julho subsiste a dúvida se a Democracia não terá sido suspensa em Portugal quando o Presidente não demite o Governo actual e, convoca eleições antecipadas. Mais aberrante quando um Governo onde se encontra demissionário o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, uma demissão "irrevogável", quando o Presidente da República deixa de fora na sua proposta 20% dos representantes do Povo português, isto é, os deputados do PCP/PEV e BE, ao propor negociações entre o PSD/CDS e o PS para a formação de um entendimento de Salvação Nacional.
Este mesmo governo com o tal ministro demissionário aprova na Assembleia da República leis que vão afectar os Funcionários Públicos, quer a nível do aumento das horas de trabalho, um retrocesso civilizacional, e a lei da requalificação dos mesmos que não passa de uma forma encapotado de despedimentos.

"No total, os funcionários terão um aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais já este ano.
O Parlamento vota hoje na generalidade as propostas do Governo sobre o aumento do horário de trabalho no Estado de 35 para 40 horas semanais e o sistema de requalificação de funcionários públicos, que deverão entrar em vigor no verão.
No âmbito da proposta de Lei n.º 153/XII/2.ª (GOV), o período normal de trabalho diário dos trabalhadores do Estado passa de sete para oito horas por dia. No total, os funcionários terão um aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais já este ano."

Por tais anomalias na forma de este Presidente/Governo gerir esta democracia podemos questionar-nos, tal como o fez Manuela Ferreira Leite em 18 de Novembro de 2008, se a Democracia portuguesa não foi suspensa e, os Democratas não deverão começar a pensar se um dia destes não irão para a clandestinidade para fugir ás perseguições autoritárias que se aproximam.



"A propósito da reforma do sistema da justiça, a líder do PSD afirmou, esta terça-feira, que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais. Por isso, num tom irónico, Manuela Ferreira Leite questionou se «não seria bom haver seis meses sem democracia».

(...)
«Eu não acredito em reformas quando se está em democracia, quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia», afirmou a líder do PSD, que defendeu, em jeito irónico, que a alternativa seria decretar meio ano sem democracia.

Parece que o Sr. Silva que todos diziam que andava desaparecido, decidiu aparecer numa noite de nevoeiro, ontem á noite esteve mesmo uma noite feia de nevoeiro, qual D. Sebastião vindo de Alcácer Quibir, para fazer um discurso que deixou todos os portugueses baralhados desde os partidos ao movimentos sociais, passando pelos comentadores, mesmo os que limpam o "rabinho" dos "jotas" do governo, aos comentadores generalistas, que ficaram a pensar que o melhor é estarem caladinhos para não comentarem um discurso pouco democrático.

Fiquem bem.

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