sexta-feira, março 01, 2013

Notícias sobre a fusão de empresas municipais em Sintra

Não sabemos se esta tentativa de criar uma MEGA empresa em Sintra caiu no esquecimento, tal como outras anteriores, ou se foi só uma pequena vitória dos trabalhadores e da população, que culminou na aprovação em Assembleia Municipal de uma empresa local denominada "SINTRA PATRIMÓNIO MUNDIAL, EM, SA", não sendo ideal é a melhor forma de preservar os postos de trabalho nas empresas municipais que se encontravam em perigo de serem extintas.

Foi grande a mobilização de trabalhadores das diferentes empresas, com os trabalhadores dos SMAS em grande número, trabalhadores esses que desde o primeiro momento se mobilizaram para resistirem ao desaparecimento de uma empresa municipal histórica que foi criada em 1946, herdeira da chamada Companhia das águas de Sintra.

Sempre solidários foram desde a primeira hora, conhecedores do que se ia passar, a mobilizarem-se e a engrossarem a contestação á forma pouco digna como o assunto foi tratado no secretismos da coligação PSD/CDS, e que teve o apoio imediato e incondicional do vereador da CDU, Pedro Ventura, no esclarecimento e disponibilidade de documentos para análise que contribuiu assim para uma ampla mobilização da classe trabalhadora, sendo essa mobilização transversal a todos os sectores desde o cimo da pirâmide ao mais humilde funcionário dos SMAS.

Não tenho dúvidas de que este processo é um processo puramente politico, e por tal a ser tratado por políticos.

No entanto não posso deixar de referir o meu desagrado, e sei que muitos partilham deste meu desagrado, que outras organizações ao contrário de contribuírem para uma união de esforços tenham tentado retirar protagonismo em seu favor.

Como não estive dentro da assembleia deixo-vos aqui algumas notícias que vos ilustram o ambiente vivido com muita ansiedade dentro da sala de reuniões, e no exterior onde as informações chegavam por SMS..

A proposta de criação da Sintra Património Mundial (que resulta da fusão das três empresas) foi entretanto aprovada com os votos da Coligação Mais Sintra, da CDU, e da agora deputada independente Fátima Campos (ex-PS), os votos contra do BE e a abstenção da bancada do PS. Os protestos continuam no exterior do Palácio Valenças sob forte presença da GNR e da Polícia Municipal.
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O presidente da mesa da Assembleia Municipal, Ângelo Correia, pediu a elementos da GNR para que identificassem três pessoas que mostravam o seu desagrado perante o que estava a ser debatido, entre eles, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), Francisco Brás.
Ângelo Correia suspendeu durante cerca de dez minutos a ordem de trabalhos para que os líderes de bancada conferenciassem sobre a continuidade da reunião. Fernando Seara, presidente da Câmara, informou que a Assembleia Municipal teria que discutir o assunto da fusão de empresas municipais hoje, uma vez que terminava o prazo para deliberação sobre a lei do setor empresarial local.

É este protagonismo, que já havia sido demonstrado nas recentes concentrações anteriores, que eu não entendo, e dizer que esta proposta é má, é não saber do que se fala, é sem dúvida menos boa, mas preserva postos de trabalho e não destrói empresas, tal como o deputado Lino Paulo disse na sua alocução.
"Esta proposta é má, mas é um mal menor, porque garante os postos de trabalho, pelo que vamos votar a favor", afirma Lino Paulo. 

Fiquem bem.

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